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PINK FLOYD


Uma das mais importantes bandas de rock de todos os tempos, o Pink Floyd, como muitas outras do gênero, começou com a união de amigos universitários que, a princípio faziam um folk-rock despretensioso. Com a entrada de Syd Barret, que era compositor, pintor, artista performático e consumidor inveterado de drogas, a banda tomou um caráter lisérgico que a aproximou do rock progressivo. O experimentalismo foi posto parcialmente de lado com a saída de Syd, por decorrência das drogas. Roger Waters e David Gilmour (este, mais posteriormente) assumiram as composições, tornando a banda mais próxima do pop e levando-a ao status de maior fenômeno de vendagens do rock progressivo.

Assim como em 2002 no Pacaembú, com pontualidade britânica e muito profissionalismo, o espetáculo começou exatamente às 21h. Bem humorado, Roger Waters emocionou fãs de diversas idades com as músicas que todos queriam ouvir. O imenso telão no fundo do palco, repleto de efeitos e muita luminosidade, emocionava os devotos de PINK FLOYD nas imagens registradas durante as músicas.

 

A qualidade do som estava impecável, mas o volume nem tanto. Para quem estava longe do palco (a maioria das pessoas, já que poucos conseguiram os ingressos VIP's vendidos com exclusividade através do Citibank, ou mesmo, com a máfia dos cambistas), as caixas de som espalhadas pelo estádio para reproduzir os efeitos provocavam menos impacto do que o som proveniente do próprio palco. E não foi só a acústica que deixou a desejar, mas também outros pontos da organização no Morumbi. Onde já se viu ter que atravessar de maneira sofrível toda a arquibancada para poder comprar uma cerveja por quatro reais? Como nem tudo são trevas, sem dúvida um dos pontos altos do show foi o grande porco inflável que sobrevoou o estádio durante a música “Sheep”, ao final da primeira entrada. O errante voador foi solto dos cabos quando ninguém esperava, revivendo a lenda de 1977 (na produção do álbum “Animals”, quando o boneco usado para fotografar a capa do disco se desprendeu acidentalmente e, solto pelos céus de Londres, deu trabalho para pilotos e torres de controle). Na versão brasileira, o porco em que se podiam ler frases de protesto como “All we need is education”, “Hey killers, leave our kids alone” e “Bush, não estamos à venda”, foi encontrado (já em pedaços) numa rua chamada Paulo VI, depois do Jóquei Clube na região de Pinheiros. Vale dizer que, sim, eu também ouvi as piadinhas de que ele estava querendo chegar no Parque Antárctica...

Quanto à exibição de “Dark side of the moon”, na segunda parte do show, não é preciso tecer maiores comentários. Apesar de sentirmos falta da voz mais aguda de David Gilmour, as músicas foram executadas com maestria. E não há como não se emocionar ouvindo uma lenda do rock (sim, é clichê, mas o homem é um mestre), tocando músicas que sobreviveram décadas como só uma obra-prima conseguiria.

Para extasiar os presentes e coroar a noite, um grande prisma tomou forma no alto do palco e seus raios coloridos iluminaram o público. Todos sabiam que estavam participando de uma noite histórica – afinal, ninguém mais tem esperança de ver o Roger Waters novamente no Brasil.
No bis, ainda havia fôlego para “Another brick in the wall”, que fez eco pelo estádio e foi cantado de forma uníssona pela multidão. Destaque também para “Shine on you crazy Diamond” e “Perfect sense”, no início do show e “Comfortably numb”, já na saideira. As músicas arrancaram lágrimas e emocionaram todos aqueles que testemunharam Mr. Roger Waters em ação.

Artigo do Extra Online afirma que Nick Mason teria dito a um programa de rádio que a apresentação do PINK FLOYD no "Live 8" teria deixado as portas abertas para futuras reuniões. "Eu realmente gostaria de tocar com eles de novo e acho que isso vai acontecer, mas teria que ser em um evento equivalente ao 'Live 8'" , comentou.

 

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