Design
Gráfico: Conceito.
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Entendamos o Design Gráfico como uma
forma de comunicar visualmente um conceito, uma idéia,
através de técnicas formais. Podemos ainda considerálo
como um meio de estruturar e dar forma à comunicação
impressa, em que, no geral, se trabalha o relacionamento
entre ‘imagem’ e texto. Tratase de uma profissão levada
a cabo pelo designer gráfico que estende a sua área
de ação aos diversos meios impressos de comunicação,
resultando, mais concreta-mente, nas seguintes aplicações:
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Identidade corporativa (Branding);
Design de embalagem (ou Packaging Design);
Design editorial;
Sinalética (ou Sinalização);
Tipografia;

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Um designer gráfico é, convenientemente, um conhecedor
e utilizador das mais variadas técnicas e ferramentas
de desenho, mas não só. O Designer Gráfico tem como
principal moeda de troca a habilidade para aliar a
sua capacidade técnica à crítica e ao repertório conceitual,
sendo fornecedor de matériaprima intelectual, baseada
numa cultura visual, social e psicológica. Não é apenas
um mero executante, mas sim um condutor criativo que
tem em vista um objectivo comunicacional.
O estudo do design gráfico sempre esteve ligado à
outras áreas do conhecimento como a psicologia, teoria
da arte, comunicação, ciência da cognição, entre muitas
outras. No entanto o design gráfico possui um conhecimento
próprio que se desenvolveu através da sua história,
mas tem se tornado mais evidente nos últimos anos.
Algo que pode ser percebido pela criação de cursos
de doutorado e mestrado, específicos sobre design,
no Brasil e no resto do mundo.
Um exemplo desse tipo
de conhecimento é o estudo da tipografia, sua história
e seu papel na estruturação do conhecimento humano.
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Design
Gráfico: A História.
A história do design gráfico, enquanto área do conhecimento
que investiga a evolução do design gráfico, existe
mesmo muito antes de haver uma palavra para design.
A crença de que a história e a crítica do design são
novas áreas de investigação é um engano, segundo o
historiador-designer Philip Meggs: "a crítica
de design e a (investigação da) sua história já existe
desde o século XVI". Meggs faz parte de uma tradição
recente de historiadores que concluíram que a forma
como se compreende a história do design gráfico não
depende da estrutura tradicional da história da arte.
Em seu livro A History
of Graphic Design, Meggs dá uma introdução esclarecedora
para a história do design gráfico: "Desde a pré-história,
as pessoas têm procurado maneiras de representar visualmente
idéias e conceitos, guardar conhecimento graficamente,
e dar ordem e clareza à informação. Ao longo dos anos
essas necessidades têm sido supridas por escribas,
impressores e artistas. Não foi até 1922, quando o
célebre designer de livros William Addison Dwiggins
cunhou o termo "designer gráfico" para descrever
as atividades de um indivíduo que traz ordem estrutural
e forma à comunicação impressa, que uma profissão
emergente recebeu um nome apropriado. No entanto,
o designer gráfico contemporâneo é herdeiro de uma
ancestralidade célebre."
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Design
Gráfico: O Design no Brasil.
O design brasileiro,
como prática empírica, nasceu junto com a cultura
nacional. Sinais de atividades ligadas ao design já
aparecem nitidamente no século XIX, embora sem uma
estrutura de ensino regular e mesmo sem seu reconhecimento
como atividade distinta da arquitetura, da arte e
da indústria de objetos utilitários.
Guilherme Cunha Lima
considera que Eliseu Visconti, precursor do moderno
design brasileiro, foi também pioneiro no ensino dessa
atividade em nosso País. Convidado em 1934 por Flexa
Ribeiro, à época diretor da Escola Politécnica da
Universidade do Rio de Janeiro, Visconti organiza
e ministra um curso de extensão universitária em arte
decorativa e arte aplicada às indústrias, adotando
em seus ensinamentos a orientação de Eugène Grasset,
uma das mais destacadas expressões do art-nouveau
na França.
Mas a área só começaria
a ser tratada como especialidade artística diferenciada
a partir da criação do primeiro escritório de design
no país, o FormInform, por Alexandre Wollner, Geraldo
de Barros, Rubem Martins e Walter Macedo, após a volta
de Wollner da Europa em 1958. Sua atividade levaria
depois à fundação da primeira escola superior de design,
a Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) no
Rio de Janeiro, em 1963, sendo o marco inicial da
profissionalização do design no Brasil.
A primeira entidade
de classe apareceu em 1987 no Rio Grande do Sul, a
Associação dos Profissionais em Design do Rio Grande
do Sul (APDesign). Ela seria seguida pela Associação
dos Designers Gráficos (ADG, 1989), a Associação dos
Designers de Produto (ADP) e a Associação Brasileira
de Empresas de Design (ABEDesign), ambas de 2003.
Apesar do grande crescimento
e sofisticação do setor nos últimos anos, com o reconhecimento
de sua capacidade de agregar valor nos mercados e
oferecer melhor qualidade de vida, com a proliferação
de escolas especializadas e de profissionais capazes,
incorporando recursos high-tech e várias atribuições
historicamente sob o cuidado das belas artes, o design
brasileiro só recentemente tem assimilado a rica contribuição
do artesanato popular, ainda não foi objeto de estudos
suficientes, não delineou sua história com profundidade,
não desenvolveu meios eficientes para avaliar seu
impacto econômico nem mereceu a atenção do poder público,
não tendo condições de concorrer pelas verbas do governo
para o desenvolvimento de pesquisa. Em termos culturais
o Brasil conta hoje com um museu dedicado à preservação
da memória do design brasileiro, o Museu da Casa Brasileira,
que mantém o mais importante prêmio do setor em âmbito
nacional, o Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira.
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Trabalhos:
Romullo Almeida - Designer.